— Com um número grande de mulheres bonitas e interessantes, o homem vai para o mais fácil. Como tem muita mulher, fica mais fácil para o homem, ele não precisa procurar, se desgastar tanto.
A fala é de uma jovem de 20 anos que, tão nova, já se vê perdida nesse mar de mulheres que é BH. Nem mesmo estudar engenharia, um curso em que a maioria dos estudantes é homem, ajuda Manuela Tiradentes.
— Eles te vêem como amiga. Apesar de ter muito homem, é difícil. Os homens daqui estão a fim de pegar alguém, vão para balada, escolhem a mulher mais bonita, que tem corpo melhor, e ficam. Se estiverem afim, continuam por um mês e depois param. É difícil ter alguém para conquistar.
Além de perceber uma grande número de mulheres disponíveis na cidade, Renata Rebuitti, de 19 anos, ainda ressalta a beleza das mineiras, o que acirra mais ainda a concorrência. Solteira há um ano e meio, a estudante de medicina acha que o grande problema é a falta de atitude dos mineiros, que "ficam lá parados. Quando resolvem tomar uma atitude, fazem algo fraco, não chegam para conversar, são muito parados".
— Minhas colegas de outros estados ficam horrorizadas porque os homens daqui são muito devagar. Acham que estão podendo, aí não fazem nada mesmo. A mulher que tem que dar sinais para o cara, tem que ter atitude. Aqui, você tem que demonstrar que está interessada, senão ele vai ficar no canto dele para sempre.

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